13 fevereiro 2019

São Valentim em Itália: Bello Forno



Não é em Itália, mas é no número 50 do Campo das Cebolas que é quase a mesma coisa!

 Bello Forno é o restaurante mais italiano de Lisboa onde as receitas são elaboradas com base nas tradições napolitanas e confecionadas com ingredientes DOP para garantir qualidade e frescura aos pratos.  

Basicamente é como passar por Pisa e tirar uma foto a segurar a torre inclinada, entrar no coliseu de Roma e sentir-se um poderoso gladiador e terminar numa gôndola pelos canais de Veneza. Uma viagem pelos sentidos ao provar a Calzone Frita, a Margarita DOP, o Gnocchi ou mesmo o Tagliatelle alla Boscaiola. 

Ranjan Ghimire é a prova viva de o sonho comanda a vida. Nasceu no Nepal e desde cedo sonhou ter o seu próprio restaurante. Viajou para a Alemanha, conseguiu emprego num restaurante italiano a lavar pratos e aqui nasceu o sonho pela comida italiana. Entretanto viajou para Nápoles onde aprendeu todos os segredos sobre pizza napolitana e em 2018 abriu o Bello Forno. 

Convido-vos a conhecer este espaço. 

O Bello Forno está com um menu especial para o dia dos namorados disponível de 14 a 17 de Fevereiro, uma excelente oportunidade para conhecer Itália sem sair de Lisboa.

08 fevereiro 2019

Valentim

Sei que andam com insónias, palpitações e até arritmias cardíacas porque está aí o dia da beijaria e ainda não têm nada programado. 

Por aqui passa-se o mesmo com a diferença de que não estou assim muito preocupada, quase nada vá. 

O dia de S. Valentim é muito querido entre os casais e supõe-se que envolva um jantar romântico, bom vinho a acompanhar, flores, ursinhos, e mimos diversos. Para encerrar, a noite pede acasalamento de preferência em regime TI.

Por aqui somos muito adeptos de presentear o outro com experiências, momentos através dos quais possamos criar memórias. Cada vez mais entusiastas do ir, do usufruir, do estar, do partilhar, do experimentar.

Há muitos anos que não compramos coisas materiais e há uns anos que também não saímos de casa nesta noite.

Ficar em casa, vestir o pijama sem borbotos, jantar pelas 22h00, quando os miúdos já dormem, passou a ser a nossa rotina de Valentim. Um jantar a dois no conforto do lar, acompanhados por um bom vinho e lareira, equivale a uma semana de mordomias no Hermitage Monte-Carlo hotel.

Por norma compramos sushi e abusamos nos morangos com chantilly. Esta combinação é inigualável. Podia dizer-vos que costumamos abrir Dom Pérignon e que bebemos em flutes de cristal com pepitas de ouro mas saberiam que estava a mentir.

Desejo-vos um excelente valentim, distribuam amor, neste dia e sempre que possam.

XOXO com coração e uma seta a atravessar de um lado ao outro.





31 janeiro 2019

Janeiro

Não me lembro de alguma vez na vida ter tido um Janeiro tão caótico.

Por motivos profissionais Janeiro é habitualmente super preenchido e stressante mas este mês deu 10 a zero a todos os outros, desde que me lembro de ser gente.

Foi a gripe, foi a pneumonia, duas semanas a ganhar mofo em casa, o caos a triplicar no trabalho e como se não bastasse esteve um briol inacreditável.

Podia ter aproveitado as semanas em casa para colocar os posts em ordem, gostava de vos ter falado sobre o Natal na tribo, sobre o revelhão, os meus objetivos para 2019 entre tantas outras coisas, mas não me apeteceu. Passei dias a dormir, entregue à depressão e à pneumo. Nem sei o que meu deu, entrei num estado de inércia e não me apeteceu fazer um boi.

Quando estava acordada via os Alerta CM e os programas do Discovery Channel e National Geographic. Papei todos os conteúdos relacionados com pessoal a descobrir ouro, malta da apanha da minhoca, a dupla da apanha de cogumelos, o velhote do dique para pescar enguias e criei até bastante empatia pela família que vive no meio do Alasca.

Não me esqueci da pesca radical, adoro quando sacam as armadilhas do agitado mar de Bering cheias de caranguejo real e entretanto aprendi a identificar quando um atum rabilho vale 40 dólares o Kilo, de tanto ver o programa Wicked Tuna

Também adoro os que sobrevivem em pelota no meio de nenhures mas como é transmitido à noite e tomava uma medicação que me fazia desmaiar em 2 minutos, não consegui ser uma telespectadora tão pontual.

Depois chegavam os miúdos, queriam ver aqueles bonecos sem jeito nenhum e acabava-se o meu reinado de TV.

Adeus Janeiro, Fuck Off.

 

16 janeiro 2019

Sobre Agradecer - Obrigada enfermeira Matilde Almeida Guerreiro

2019 não podia ter começado da pior forma. Uma gripe tramada não me larga desde o início do ano e levou-me às urgências do hospital São Bernardo em Setúbal. Era 1h30 da madrugada sentia-me com muita falta de ar, uma tosse que me despedaçava a cabeça e corpo e não hesitei. Sabia que não podia ser "apenas" gripe, tinha de ser algo mais.

Estava um frio horrível, apanhei 0 graus ao longo do caminho. Cheguei às urgências e a sala de espera vazia, também quem vai ao hospital aquela hora? pensei. 

Fiz a triagem e encaminharam-me directamente para uma sala de tratamentos onde contei 19 pessoas, maioritariamente idosas, a receber oxigénio com recurso a máscaras, umas sentadas, outras em macas e aquilo pareceu-me um género de apocalipse. 

Eu sou facilmente impressionável, odeio hospitais, choro com agulhas, sou super sensível à dor, desmaio quando vejo sangue e sinto-me miserável nestes ambientes. 

Estive muito tempo naquela sala a observar tudo o que se passava, ouvia as lamurias das pessoas, queixavam-se com dores, com falta de ar, e do tempo que estavam ali à espera, umas desde as 21h, outras desde as 17h e eu pensei que aquela hora não ia ser atendida nunca.

Naquela sala havia uma pessoa que era o centro da minha atenção. Uma enfermeira de um profissionalismo incrível, carinhosa, muito dedicada e do mais humano que já conheci. Ela andava de um lado para o outro a acudir às várias situações pendentes e eu via-a com uma capa de super heroína! Pouco tempo depois de eu chegar à sala ela lembrou-se que as pessoas estavam ali há horas e que certamente tinham fome. Foi buscar comida e distribuiu pelos doentes da sala, a senhora da ponta queria Nestum, ri-mos. Queques, bolachinhas, leite ou fruta ainda se arranja agora Nestum numas urgências de hospital é um pedido equivalente a uma mariscada.

Entretanto o Sr. Manuel acabou o seu tratamento eram 3h mas não tinha ninguém na sala de espera que o levasse para casa, a enfermeira ligou para familiares mas ninguém atendeu, emocionei-me. Isto deve ser a situação mais banal numas urgências de hospital, mas a cara de tristeza do Sr., aquela impotência, o não saber ir para casa despedaçou-me. Mas a super heroína rapidamente arranjou um maca e deitou o S. Manuel no corredor para passar a noite, tapou-o com uma mantinha e disse-lhe "Sr. Manuel vai passar a noite connosco, pode descansar que o seu filho de manhã vem buscá-lo". Se isto não é amor pelo próximo, não sei o que será.

Fui atendida. Mandaram-me fazer RX, análises e ainda tive direito a medicação intra-venosa. Para quem tem fobia a agulhas nada mau.

No caminho para o RX um auxiliar encaminhou-me por corredores e corredores apinhados de pessoas em macas, "isto é um pesadelo", exclamei. Respondeu-me que aquilo não era nada, que estava a ser uma noite muito calma e tranquila. Contou-me que em Dezembro quando as urgências de Almada e Barreiro fizeram greve isso sim era um pesadelo. Não consigo imaginar o cenário. O que eu estava a ver para mim já era suficientemente caótico, não havia 1 metro disponível sem macas. 

Fiz tudo o que o médico mandou e restou-me aguardar novamente na sala do pânico. Naquele momento uma velhota decidiu fazer uma gritaria gigantesca, pensei que a estavam a amputar ou algo do género, mas não, estava só descontrolada e novamente a enfermeira Matilde entrou em ação para tentar acalmar a senhora. 

Enquanto esperava pelos resultados dos exames fiz medicação intra venosa e fiquei em pânico quando a enfermeira disse o que ia fazer-me. Avisei-a que odeio agulhas e ela foi tão querida que na verdade mal senti a espetadela. Chorei novamente!

Saí daquelas urgências às 5h com diagnóstico de pneumonia e ordem de repouso para 6 dias. Dirigi-me à enfermeira Matilde Almeida Guerreiro e disse-lhe: "Obrigada pelo seu profissionalismo é muito humana", e ela ficou sem saber o dizer. Deve ser tão raro alguém agradecer e reconhecer o trabalho que presta que ficou sem palavras. 

Adorava que este texto chegasse à enfermeira Matilde e a todos os profissionais que trabalham diariamente no setor da saúde, enfermeiros, médicos, auxiliares, etc, simplesmente para agradecer o trabalho que desempenham nas unidades de saúde do nosso país, 24h por dia, 7 dias por semana.

É preciso ter muita vocação e coração. 

Obrigada. 

18 dezembro 2018

Bacalhau com broa à la Chef Cutxi


Os morangos estão para o São Valentim tal como o Bacalhau está para o Natal.

O Bacalhau faz parte da consoada na minha família desde sempre. Pode vir o borrego assado no forno a lenha, o polvo à lagareiro, o "pirun" como diz a minha avó, mas bacalhau é bacalhau. 

Para esta família ribatejana há Belchior, Baltasar, Gaspar e Bacalhau.

Caso nunca tenham reparado gostaria que soubessem que as várias gamas de bacalhau que encontramos no Lidl têm o selo de certificação MSC, o que significa que é proveniente de pesca sustentável. 

O bacalhau com selo MSC indica-nos que foi pescado respeitando a preservação da espécie, minimizando o impacto sobre o habitat e garantindo que as próximas gerações também vão ter bacalhau para consumir na consoada, e sempre. 

O Lidl lançou o desafio e a Chef Cutxi foi para a cozinha preparar o melhor bacalhau com broa do planeta Terra, quiçá de Plutão. 

Sejam bem vindos à minha cozinha 







Ingredientes
Prato para 6 pessoas
- 3 lombos de bacalhau MSC
- 1 kg de batatinhas pequenas para assar
- 1 embalagem de espinafres
- 1/4 de broa de milho
- 4 dentes de alho
- 1 cebola média
- azeitonas pretas
- 1 ramo de coentros
- azeite
- flor de sal e pimenta  


Preparação
Cozer as batatas com sal e dar uma breve cozedura ao bacalhau sempre com a pele virada para cima. 
Quando as batatas estiverem cozidas esmagar ligeiramente com um garfo e reservar. Lascar o bacalhau e reservar.
Picar a broa com 2 dentes de alho e um ramo de coentros, reservar.
Refogar a cebola com 2 dentes de alho até ficar lourinha.
De seguida forrar a base de um tabuleiro com o refogado, de seguida colocar os espinafres crus, depois as batatinhas esmurradas, por ultimo o bacalhau. 
Salpicar com a broa picada e regar com azeite.
Vai ao forno cerca de 20 minutos para dourar a broa e ligar todas as camadas. 















Para sobremesa um bolo rei solidário Favorina. Na compra de 1 bolo rei, 1€ reverte para a Associação Nuvem Vitória que conta com 300 voluntários que diariamente deslocam-se a hospitais para contar uma história a crianças hospitalizadas.

Com o dinheiro angariado a Nuvem Vitória vai triplicar o número de voluntários e expandir a sua missão aos hospitais de norte a sul do país. 

Boas Festas

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13 dezembro 2018

Sessão de Natal


Posso aceitar um Natal sem prendas, sem lampreia de ovos ou sem rabanadas, mas nunca um Natal sem sessão fotográfica.

Adoro ver as memórias que vamos construindo ano após ano, a evolução dos miúdos, as roupas, os cenários, em suma adoro recordar tudo.

Este ano apaixonei-me pelos cenários da NN Fotografia. Não conhecia o fotógrafo, não tinha qualquer referência, mas aquele cenário de chupas fez-me sonhar.

Adorei o resultado.











Boas Festas são os votos da tribo

As roupas mais cutxi só para meninos são Cutxi Kids 

Para recordar
Sessão de Natal 2017
Sessão de Natal 2016
Sessão de Natal 2015 


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07 dezembro 2018

Natal sem prendas continua a ser Natal

Este ano não há prendas individuais na minha família. 

Um alívio financeiro e menos 10 preocupações, sim os presentes acabam por ser uma grande dor de cabeça. Pensar no que vamos comprar, descobrir onde há e mais barato, ir às compras e enfrentar as multidões endiabradas que há por todo o lado nesta altura do ano, é um filme. As pessoas chegam ao dia 24 fartinhas do Natal. 

O Natal não pode ser um fardo. O Natal é uma altura cheia de magia e que deve ser sinônimo de felicidade e isso não vem dentro de um pacote embrulhado a papel colorido da Popota.

Para a nossa família o maior presente vai ser uma experiência de grupo num país europeu durante a próxima primavera. Vamos criar memórias, renovar laços, rir e usufruir da companhia uns dos outros.

Para a noite de 24 de Dezembro haverá miúdos aos pinotes no sofá, uma bizavó diabética a aviar doces às escondidas, uma avó preocupada em deixar os talos de couve portuguesa no ponto, duas irmãs a rir de parvoíces que só elas acham piada e os homens de copo na mão a falar de futebol, carros e só não falam de gajas porque é Natal! Isto é amor. 

Boas Festas 
menos compras, mais experiências 

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02 dezembro 2018

um de Dezembro #decorar



Dezembro começou e a nossa casa já está vestida de Natal. Este ano cumpriu-se a tradição de família de montar a árvore a dia 1 mas por mera casualidade. Normalmente é quando calha, e quase sempre em Novembro.

Bolas, estrelas, gotas e flocos de neve são os elementos principais da nossa decoração. Adoro a minha árvore tal como no primeiro dia em que lhe meti a vista em cima. Tem 10 anos e continua farfalhuda, de ramos verdes e quase a chegar ao teto.

O meu sonho de miúda, quando andava pela mata com os meus pais à procura do pinheiro mais lindão, era ter um árvore que batesse no teto da sala. Naquele tempo não havia pinheiros artificiais e era prática comum ir ao campo cortar um natural. 

Adoro fazer a árvore em família com música da época a rolar no youtube e aquele burburinho dos miúdos a brigarem porque um já meteu 5 bolas e o outro 4!




Bolas personalizadas Storin

Rena @lego edição exclusiva para o Natal 2018



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